Sexta-feira, 13 de Março de 2009

João Mesquita, ou a proporção divina

As coisas são como são. A vida é como é. E aquilo que a vida tem de mais certo é o seu próprio tempo de existência. Hoje, só hoje, não me apetece comentar aquilo que já li sobre o João Mesquita. Amanhã, ou depois de amanhã, ou qualquer dia, talvez. Mas não hoje.
Não vou nem sequer deter-me em mim para lamuriar, desaguar, lamentar a minha maior pobreza acrescentada pela morte do João. Não quero aproveitá-lo para falar de mim. Apetece-me simplesmente gritar que todos nascemos possíveis detentores de uma proporção divina, mas nem todos a detemos na alma. O João é, era, uma das mais sublimes proporções divinas que conheci na minha vida. Principalmente, ou essencialmente, porque a sua proporção residia em si mesmo. Dentro de si. Nada de físico ou material. Apenas um modo de entender a vida na sua proporção divina. Ou seja, na singeleza desaparente do que é justo. Tão simples e quase tão prosaico quanto isso. E tão raro, contudo.

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